Dança Oriental

A Dança Oriental ou Dança do Ventre (Raks al Sharki em árabe) é uma das expressões corporais mais antigas que se conhece. Há várias hipóteses quanto às suas origens, mas é provável que tenha derivado de um certo tipo de dança pélvica que ainda hoje pode ser encontrada em algumas regiões do Médio Oriente e do norte de África e que é tradicionalmente praticada pelas mulheres desde a antiguidade, supõe-se que associada a ritos de fertilidade e também a alguns movimentos feitos durante o parto, no sentido de o auxiliar. Só no século XIX começa a ser conhecida por “Dança do ventre” pelos europeus que viajavam aos países exóticos em busca de novas culturas e que lhe atribuíram essa designação devido aos surprendentes movimentos do ventre e ancas, então inexistentes nas danças europeias. Esta dança, que assim reúne séculos de uma sabedoria ancestral, inclui grandes deslocações, voltas e movimentos de todas as partes do corpo, se bem que os mais importantes são os de anca. Hoje em dia, tanto no oriente como no ocidente, esta dança árabe, também apelidada de bellydance, tem-se desenvolvido, popularizado e continua a ser praticada não só pelos seus benefícios físicos mas, principalmente, pelo bem-estar que oferece e pelo aumento da auto-estima que desenvolve naturalmente.